Wadson RegisAs rachaduras em pisos
e paredes de casas e apartamentos e em calçadas e ruas começaram a assustar
pelo Pinheiro, mas o processo de demolição em massa iniciou com 2 mil imóveis
do Mutange, onde está a MINA 18.
Estrategicamente eficiente
e eficaz no sombrio duto dos bastidores, a Braskem havia feito “tudo
certo”. Caciques políticos e parte da imprensa estadual e nacional cozinhando
notícias do tipo feijão com arroz. Tudo básico desde de novembro de 2019, quando
a mineradora encerrou definitivamente a extração do sal-gema nos 35 poços e
iniciou o processo para fechamento e estabilização de todas as 35 minas, que no Mutange e Bebedouro têm profundidade média de 886 metros.
O Movimento Unificado de Vítimas da Braskem (MUVB)
deu voz aos moradores e comerciantes dos bairros atingidos. A imprensa nacional
foi acionada e o “Caso Braskem” chegou à
mídia internacional.
Nesta primeira temporada
de “CRIME COLETIVO” (é o nome desta série dramática), o desinteresse político,
a inoperância do judiciário e o acordo com a imprensa foram determinantes para
que o caso não tivesse tanta repercussão, mesmo após o senador Rodrigo Cunha,
em 2021, ter conseguido, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o
reconhecimento de que o caso se tratava do maior crime social e econômico do
Brasil.
Como se não bastassem todos os erros, equívocos e desinteresse
dos que tinham condições de evitar uma tragédia, lutando pela resolutividade do
problema que agora chama a atenção de todos, eis que divulgam dia e hora
marcados para o início de uma catástrofe sem precedentes.
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