Wadson RegisNo último trecho do texto anterior você viu que, quando Renan entra
de cabeça numa eleição em Alagoas a oposição treme. Vencer a estratégia de
Renan não é tarefa fácil para um CPF. É aí onde o vento começa a
fazer uma curva de emergência para que todos cheguem a salvos em 2022. De um
lado está Marcelo Victor que, com inteligência e pragmatismo bem acima da média,
venceu a eleição para presidente da ALE, foi aclamado na reeleição e em 2022 só
não será governador se não quiser. E se não quiser vai comandar a sucessão, apadrinhar
um nome para a Câmara Federal e, a depender da harmonia com Arthur Lira, avançam
com Renan Filho para o Senado, num pleito sem disputa, mas asseguram uma chapa
competitiva para o Governo. Não duvide do MDB indicar o vice. Ter dois
senadores é muito mais confortável e saudável, eleitoralmente falando.
Quem é do ramo sabe: desarmar o palanque ,JAMAIS. Imagine quando estamos falando do DNA Calheiros na política. Numa mesma
semana três fotos relavam, claramente, que o jogo eleições 2022 está acirrado.
Palanque desarmado? Os profissionais
da política não desarmam o palanque NUNCA. Também por isso não há vazio nesta
seara. Depois das urnas apuradas quem ganhou sorrir e quem perdeu chora. No dia
seguinte eles iniciam a caça visando a vitória no próximo pleito, e 2022 será
muito mais simbólico para Alagoas que JHC ter sido o escolhido para receber
Arthur Lira com a coroa de presidente da Câmara dos Deputados.
É uma surpresa, mas a informação foi checada e é segura. O cardiologista José
Wanderley Neto vai disputar, pelo MDB, uma das 27 vagas na Assembleia
Legislativa de Alagoas. Em caso raro de falar, é uma ótima notícia para a
política.
Observe que escrevi “vítima” com aspas. E
o “canhão de Renan Filho” deve ser entendido como a máquina de moer cana, ou
mais precisamente a riqueza da casa da moeda que transformou o Governo de
Alagoas numa estrutura superavitária.
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